Primeiro livro de Danez Smith publicado no Brasil, "Não digam que estamos mortos" é uma obra surpreendente e ambiciosa que, a um só tempo, confronta, louva e repreende os Estados Unidos, sobretudo os Estados Unidos branco, racista e opressor. Uma poesia de assuntos urgentes, que encontra forte ressonância na realidade brasileira, especialmente no que diz respeito à situação de violência à qual a população negra é submetida. “caro número de distintivo/ o que eu fiz de errado?/ nascer? ser preto? te conhecer?” – diz o trecho do longo poema “Verão, algum lugar”. O livro abre com uma potente sequência que imagina a vida após a morte para meninos negros mortos pela polícia, um lugar onde a violência e o sofrimento são substituídos por segurança, amor e longevidade. Com o mesmo vigor e imprimindo uma marca muito pessoal na linguagem poética, Danez aborda temas ligados ao desejo, ao universo queer, à mortalidade – os perigos experimentados na pele, no corpo e no sangue –, e ao diagnóstico positivo para hiv. “Alguns de nós são mortos / em partes”, escreve, “alguns de nós, de uma vez.” Com "Não digam que estamos mortos", lançado em 2017 nos Estados Unidos, Danez Smith, uma das mais inovadoras e contundentes vozes da poesia norte-americana contemporânea, foi finalista do aclamado National Book Award, na categoria Poesia, e venceu o Forward Prize, na categoria Best Collection.
Descrição
Informações adicionais
Autor | Smith, Danez |
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Tradutor | Capilé, André |
Ano de Edição | 2020 |
Editora | Bazar do Tempo |
ISBN | 9786586719451 |
Ano | 2020 |
Edição | 1 |
Origem | Brasil |
Formato | 21 x 14 x 2 cm |
Encadernação | Brochura |
Idioma | Português |
País | Brasil |
Páginas | 224 |
Altura | 21 |
Comprimento | 14 |
Largura | 2 |
Peso | 0.38 |
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